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O Fim do Jogo Físico: O Que Significa a Morte do Disco na PS5 e Xbox?
Se és daqueles que ainda gosta de sentir o peso de uma caixa na mão, de tirar o plástico a um jogo novo ou de exibir orgulhosamente a tua coleção na prateleira, é melhor preparares-te. A Sony confirmou recentemente que vai começar a deixar cair o suporte para videojogos em formato físico na PlayStation 5, acelerando uma transição que já parecia inevitável, mas que agora bate à porta com outra força.
Esta rota não é propriamente uma novidade absoluta — a Xbox já tinha dado passos firmes na mesma direção, preparando o terreno para empurrar todo o seu ecossistema para o digital. No entanto, ver as duas gigantes das consolas a fechar a porta ao formato físico deixa um travo amargo e levanta questões sérias sobre o que aí vem.
Vamos falar do que realmente importa: os riscos, o impacto no nosso bolso e o pesadelo que isto representa para a preservação da história dos videojogos.
O Risco do Monopólio: Adeus Promoções e Mercado de Usados
A transição para o mercado 100% digital elimina, de um dia para o outro, a concorrência. Atualmente, se queres comprar um jogo, podes comparar preços entre várias lojas físicas, aproveitar promoções de retalho ou recorrer ao mercado de usados para poupar uns euros.
Quando o formato físico desaparecer, a PlayStation Store e a Xbox Store passam a ser os únicos locais onde podes adquirir jogos para as respetivas consolas. Isto significa que:
- Os preços deixam de flutuar por via do mercado livre: Se a editora decidir que um jogo de há três anos continua a custar 80€, esse será o preço, ponto final.
- O mercado de usados morre: Aquela prática saudável de passar o jogo a um amigo ou vendê-lo no OLX para reaver parte do investimento deixa de existir.
- Ficas refém das subscrições: Serviços como o Game Pass ou o PS Plus tornam-se quase obrigatórios, transformando o "jogar" num aluguer perpétuo em vez de uma propriedade.
A Ilusão da Posse: Compras, mas não é Teu
Há um detalhe técnico e legal que muita gente esquece: no mercado digital, tu não compras um jogo; compras uma licença temporária para o jogar.
Se amanhã a Sony ou a Xbox decidirem banir a tua conta por um motivo qualquer, ou se perderem as licenças de distribuição de um determinado título devido a direitos de autor (como já aconteceu com tantos jogos de corridas por causa das bandas sonoras ou marcas de carros), esse conteúdo simplesmente desaparece da tua biblioteca. Sem um disco que possas colocar na consola para contornar a validação online, ficas de mãos a abanar. É o fim do "para sempre".
O Pesadelo da Preservação de Jogos
Para quem vê os videojogos como uma forma de arte e cultura, esta notícia é um soco no estômago. A preservação de jogos já se encontra numa situação frágil. De acordo com vários estudos de organizações dedicadas à história digital, a esmagadora maioria dos videojogos lançados antes da era moderna já é considerada "software em risco" ou completamente inacessível por vias legais.
Se eliminamos o suporte físico, o que acontece daqui a 15 ou 20 anos quando os servidores da PS5 forem inevitavelmente desligados para dar lugar à PS7 ou PS8?
- Títulos exclusivamente digitais vão desaparecer no éter, tornando-se impossíveis de jogar de forma legal.
- A história do meio fica nas mãos de decisões corporativas focadas apenas no lucro imediato, ignorando o valor cultural de manter um catálogo antigo ativo.
- A dependência de patches no "Dia 1" já torna muitos discos atuais inúteis sem ligação à internet, mas a morte total do formato físico dita o fim da autonomia do jogador.
O Futuro Já Chegou (Mas Queremo-lo Assim?)
A conveniência do digital é inegável — não precisas de levantar do sofá para mudar de jogo, não ocupa espaço na sala e o download começa à distância de um clique. Mas o preço a pagar por essa conveniência parece demasiado alto a longo prazo.
Estamos prestes a entrar numa era onde os videojogos se vão comportar mais como serviços de streaming de vídeo: consomes enquanto está disponível e, quando sair do catálogo ou o servidor fechar, resta-te apenas a memória da experiência. Para quem cresceu a estimar cartuchos e CDs, esta transição digital deixa uma certeza: o futuro das consolas será mais limpo e prático, sim, mas também muito menos nosso.
O botão de Restart que eu (e tu) esquecemos de carregar
Se passas tanto tempo ligado a servidores, código e ecrãs como eu, provavelmente já te aconteceu o mesmo: sentes-te como se fosses uma máquina que nunca pode ir abaixo. É o "uptime" de 99,99% a qualquer custo, certo?
Mas a verdade, e digo isto por experiência própria, é que os humanos não têm redundância de hardware.
Houve alturas, especialmente entre a gestão dos servidores na Host TugaTech e a correria de publicar conteúdo novo no TugaTech, em que me vi a tentar otimizar tudo menos a minha própria energia. Acordava a pensar em métricas, passava o dia a gerir tickets e adormecia a verificar notificações. O resultado? O clássico burnout. Chega aquele momento em que a motivação desaparece, a irritabilidade aumenta e até as tarefas mais simples parecem um servidor a dar timeout.
Aprendi (da pior forma) que, se não tirares tempo para parar, o teu corpo acaba por carregar no botão de off por ti, e geralmente não é num momento oportuno.
A necessidade de fazer uma pausa não é "perda de tempo" nem um sinal de fraqueza. É, na verdade, a manutenção preventiva mais importante que podes fazer. Ninguém consegue manter a performance máxima 24/7 sem começar a apresentar erros.
Portanto, se estás a ler isto e sentes que o teu "sistema" está a sobreaquecer, faz um favor a ti próprio: fecha o portátil, larga o telemóvel e sai da secretária. O mundo não vai acabar se não responderes àquele e-mail nos próximos 30 minutos. Os problemas vão lá estar quando voltares, mas tu vais estar muito mais apto para os resolver.
Respira fundo, desliga e recarrega.
A Inteligência Artificial não te vai substituir (mas ajuda-te a ganhar horas ao dia)
Há uns tempos, falarmos de Inteligência Artificial parecia algo saído de um filme de ficção científica com orçamentos astronómicos. Hoje? É basicamente como ter um estagiário incansável, que não bebe café, não tira férias e está disponível às três da manhã se tu precisares.
No entanto, vejo muita gente ainda a olhar para a IA com aquele desconfiança de quem acha que "isto é apenas uma moda". E a verdade é que, se a usares apenas para pedir para escrever o trabalho da faculdade ou para gerar imagens de gatos a tocar guitarra, estás a perder o melhor da festa.
A IA, bem usada, é um superpoder de produtividade. Aqui estão três formas como ela tem ajudado a otimizar o meu dia a dia (e como tu podes fazer o mesmo).
1. O "Editor Invisível" (Adeus, Bloqueio Criativo)
A folha em branco é o pesadelo de qualquer pessoa que escreve, seja um artigo técnico, um e-mail importante para um cliente ou aquela newsletter que estás a adiar há três dias.
Eu não uso a IA para me escrever o texto todo — porque, sejamos honestos, falta-lhe o "molho" pessoal e a experiência real. O que faço? Uso-a como um sparring de ideias. Lanço-lhe os tópicos principais, peço-lhe para estruturar uma ideia ou para encontrar falhas de lógica no que escrevi. É como ter um editor de texto que te responde instantaneamente, sugerindo melhorias no tom ou ajudando a expandir aquele parágrafo que estava um bocado seco.
2. O Mestre da Síntese
Vivemos num mundo de excesso de informação. Entre ler documentação técnica, acompanhar as novidades do setor e processar e-mails, o dia tinha de ter 48 horas.
A grande vantagem aqui é a capacidade de resumo. Se tiveres um relatório longo, um artigo técnico complexo ou uma thread interminável de discussões, podes pedir à IA para te extrair os pontos-chave. Em segundos, tens o essencial para tomar decisões, sem precisares de perder uma hora a ler texto irrelevante. É ganhar tempo de vida, literalmente.
3. Automatização de Tarefas Repetitivas
Como alguém que lida com sistemas, a automatização é a minha religião. Sempre que tenho de fazer uma tarefa que seja repetitiva, aborrecedora ou mecânica, a primeira pergunta que faço é: "Será que consigo automatizar isto?".
Seja a criar um script simples para organizar ficheiros, a formatar dados num ficheiro CSV ou até a criar modelos de resposta para tickets de suporte (garantindo sempre o toque humano antes do envio), a IA consegue poupar-me o trabalho "sujo". Ela trata da base, eu trato do refinamento final.
Onde está o segredo?
O segredo não é delegar a tua vida à máquina. É entender que a IA é uma ferramenta de alavancagem. Ela não te substitui, mas permite-te subir de nível: deixa-te livre das tarefas que não precisam da tua inteligência, para te focares naquelas que exigem o teu toque único, a tua criatividade e a tua visão.
No fim do dia, a pergunta não deve ser "será que a IA vai fazer o meu trabalho?", mas sim "o que é que eu consigo criar se tiver este assistente super-rápido a ajudar-me?".
CloudLinux 9: “cannot install both”
Recentemente tive um servidor com um erro estranho. O sistema possui o Cloudlinux 9.4, e encontra-se com o cPanel.
De um dia para o outro, as atualizações começaram a falhar. Quando tentava correr o yum update, o resultado era algo parecido com isto:
# yum update This system is receiving updates from CloudLinux Network server. Last metadata expiration check: 0:10:06 ago on Thu 21 Nov 2024 12:15:09 PM EST. Error: Problem 1: package glibc-locale-source-2.34-100.el9_4.4.x86_64 from @System requires glibc-common = 2.34-100.el9_4.4, but none of the providers can be installed - cannot install both glibc-common-2.34-125.el9_5.1.x86_64 from repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_ and glibc-common-2.34-100.el9_4.4.x86_64 from @System - cannot install both glibc-common-2.34-125.el9_5.1.x86_64 from repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_ and glibc-common-2.34-100.el9_4.4.x86_64 from baseos - cannot install the best update candidate for package glibc-locale-source-2.34-100.el9_4.4.x86_64 - cannot install the best update candidate for package glibc-common-2.34-100.el9_4.4.x86_64 Problem 2: package libstdc++-devel-11.4.1-3.el9.alma.1.x86_64 from @System requires libstdc++(x86-64) = 11.4.1-3.el9.alma.1, but none of the providers can be installed - cannot install both libstdc++-11.5.0-2.el9.alma.1.x86_64 from repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_ and libstdc++-11.4.1-3.el9.alma.1.x86_64 from @System - cannot install both libstdc++-11.5.0-2.el9.alma.1.x86_64 from repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_ and libstdc++-11.4.1-3.el9.alma.1.x86_64 from baseos - cannot install the best update candidate for package libstdc++-devel-11.4.1-3.el9.alma.1.x86_64 - cannot install the best update candidate for package libstdc++-11.4.1-3.el9.alma.1.x86_64 Problem 3: package libtiff-devel-4.4.0-12.el9_4.1.x86_64 from @System requires libtiff(x86-64) = 4.4.0-12.el9_4.1, but none of the providers can be installed - cannot install both libtiff-4.4.0-13.el9.x86_64 from repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_ and libtiff-4.4.0-12.el9_4.1.x86_64 from @System - cannot install both libtiff-4.4.0-13.el9.x86_64 from repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_ and libtiff-4.4.0-12.el9_4.1.x86_64 from appstream - cannot install the best update candidate for package libtiff-devel-4.4.0-12.el9_4.1.x86_64 - cannot install the best update candidate for package libtiff-4.4.0-12.el9_4.1.x86_64 Problem 4: package pam-devel-1.5.1-19.el9.x86_64 from @System requires pam(x86-64) = 1.5.1-19.el9, but none of the providers can be installed - cannot install both pam-1.5.1-20.el9.x86_64 from repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_ and pam-1.5.1-19.el9.x86_64 from @System - cannot install both pam-1.5.1-20.el9.x86_64 from repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_ and pam-1.5.1-19.el9.x86_64 from baseos - cannot install the best update candidate for package pam-devel-1.5.1-19.el9.x86_64 - cannot install the best update candidate for package pam-1.5.1-19.el9.x86_64
Tentei os passos normais para esta situação. O tradicional “yum clean all” e “yum makecache”. Mas mesmo depois destes, o resultado era sempre o mesmo.
Portanto, rapidamente cheguei à conclusão que o problema seria mais “alargado”. Pelo erro, parecia algo relacionado com os repositórios. Uma análise rápida dos mesmos não vi algo “relevante”, mas depois de pesquisar um pouco encontrei isto: https://cloudlinux.zendesk.com/hc/en-us/articles/17053250795292-CloudLinux-9-cannot-install-both-conflicts-during-dnf-update-duplicate-BaseOS-repo-file
Ao que parece, existe um “bug” com o Cloudlinux, que em certos sistemas pode causar conflitos com o repositório BaseOS.
Fazendo os passos para resolver:
mv /etc/yum.repos.d/repo.cloudlinux.com_cloudlinux_9_BaseOS_x86_64_os_.repo{,.bak}
dnf clean all && dnf makecache
Com estes comandos feitos, pude então atualizar novamente…. e voila. Tudo avançou corretamente!
Hello World
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Este é apenas um pequeno blog no oceano, que irei usar para publicar algumas ideias e opiniões.